| Deve-se revelar a adoção para a criança? Como fazer isso? |
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Sim, a criança tem necessidade e direito de ter acesso a toda a sua história, por isso deve ser revelada adoção e dados sobre a família biológica. Além disso, a relação familiar deve ser sempre de transparência, pois se a criança percebe na família dificuldade em abordar sua origem, ela mesma construirá mitos e preconceitos sobre a mesma. Assim, se adoção é algo positivo, bonito que confere a condição de filho, por que não falar a respeito? O que é bom precisa ser natural e fluir nos diálogos. Desta forma, a criança mesmo terá segurança para falar da sua origem e não ter vergonha dela. “As informações sobre a origem fazem parte da história da criança, podem e devem ser acessadas a medida que a criança manifestar curiosidade e tiver maturidade para compreendê-la... Tanto os pais precisam reconhecer o que houve um tempo antes da adoção, como a criança precisa aceitar esse tempo como fazendo parte da sua história, e não como uma ameaça à integridade da família adotiva.” (LADVOCAT.2002.P.67) Todavia, também não se deve esperar a criança perguntar, porque ela pode não vir nunca a perguntar sobre a sua origem, porém isso não quer dizer que ela não perceba que há algo que não lhe foi revelado. Por isso, desde cedo, quando a criança for avançando na possibilidade de compreender, as informações devem lhe ser repassadas. Dados biográficos referentes a situações de negligência e violência precisam ser redefinidos, de modo que a criança possa tomar consciência de sua história e entendê-la sem que esses dados se transformem numa situação traumática e difícil de ser absorvida. Assim, “revelar as origens é tarefa dos pais adotivos, à medida que a família esteja preparada para contar e a criança para ouvir”. A revelação da adoção não deve se dar em um momento solene, e nunca mais se falar no assunto, ao contrário deve faze parte do cotidiano, do diálogo da família para que possa ser construída como valor. |


