| Se adotarmos uma criança maior, será que ela vai nos aceitar como pais? |
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O ser humano tem a capacidade de se vincular em qualquer faze da vida. No caso das crianças adotadas grandes os estudos a respeito concluem que a construção de vínculos com os pais adotivos pode levar um pouco mais de tempo e pedir mais atenção, mas, sem dúvida acontece. Nessas situações pode ocorrer da criança ainda vivenciar uma fase de luto pela separação dos pais biológicos, e pela presença de sensações de abandono , pode apresentar dificuldades para confiar, e constantemente colocar a prova o carinho da nova família, apresentando comportamentos regressivos e agressivos. Mas estas fases são superadas, principalmente se os pais estiverem preparados para acolher as angustias dos filhos e abertos sempre ao diálogo com os mesmos. Por isso o acompanhamento e formação específicos dos futuros pais são muito importantes. Contudo, depoimentos de famílias que optaram por fazer uma adoção tardia (de crianças maiores) revela que a relação que se estabelece é de pais e filhos, o vínculo posterior não difere do estabelecido numa adoção de criança menor e de outras formas de filiação. A adoção há muito tempo foi guiada pelas expectativas e interesses dos adultos, hoje se pensa e se trabalha uma para disseminar uma cultura da adoção, na qual a criança seja valorizada como pessoa e sujeito que tem necessidade de dar e receber amor. Desta forma, a adoção tardia não é admirável porque os pais são “corajosos” de adotar uma criança grande, mas porque é um processo de reconstrução da vida da criança e dos pais. E como todo processo de reconstrução traz dificuldades e medos, que precisam ser assumidos e enfrentados para que a criança possa reencontrar o amor no seio sua nova família. |


