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Crianças acolhidas em abrigo: quem são? PDF Imprimir E-mail
LEVANTAMENTO NACIONAL DE ABRIGOS PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES DA REDE SAC

# O que é o Ipea?
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada

#Características do levantamento
O levantamento foi realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e promovida pela  Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH)  presidência da república, por meio da Subsecretaria de Promoção dos Direitos da Criança e do adolescente (SPDCA)  e do Conselho Nacional de Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda). Contou com o apoio do Ministério de Desenvolvimento Social (MDS) e do Unicef  (Fundo das Nações Unidas para a Infância).

A pesquisa, seguindo as orientações do Comitê de Reordenamento da Rede Nacional de Abrigos para a Infância e Adolescência, buscou conhecer as características, a estrutura de funcionamento e os serviços prestados pelos abrigos beneficiados com o recurso do Governo Federal repassados por meio da Rede de Serviços de Ação Continuada (Rede  Sac) do Ministério de Desenvolvimento Social. Com as informações coletadas a pesquisa pretende contribuir na melhoria das políticas públicas voltadas para o ordenamento e financiamento dos serviços de abrigo para crianças e adolescentes, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente.


# O Universo Pesquisado
Foram pesquisadas 626 instituições em todas as regiões brasileiras, sendo que destas,589 oferecem programa de abrigo para crianças e adolescente em situação de risco pessoal e social, segundo a definição adotada pela pesquisa. Os dados apresentados referem a esse universo de abrigos.

A distribuição das instituições pesquisadas segundo grandes regiões é: Norte 4,2%; Nordeste 19%; Sudeste 49,1%: Sul 20,7%; Centro Oeste  7%.

# Quem está nos abrigos?
Com o objetivo de refletir sobre as adoções tardias no Brasil, extraímos do levantamento nacional somente os dados referentes ao perfil das crianças institucionalizadas, os quais relacionam-se som as questões que pretendemos analisar, estes são:

Os abrigos pesquisados atendem cerca de 20 mil crianças e adolescentes, que são na maioria meninos (58,5%), afrodescendente  (63,6%)  tem entre 7 e 15 anos (61,3%). Estão no abrigo há um período que varia de 7 meses a 5 anos, sendo que a parcela mais significativa está nos abrigos há um período entre 2 e 5 anos., ainda que a medida de abrigo seja estabelecida como excepcional e provisória.

A grande maioria dos abrigados têm família (86,7%),dos quais 58,2% mantêm vínculos familiares e apenas 5,8% estão impedidos judicialmente de contato com familiares. Apesar, disso vivem em instituições e estão privados da convivência familiar, preconizada na constituição federal e no ECA. A investigação dos motivos que levaram esses meninos e meninas ao abrigo mostra que a pobreza é a mais citada, com 24,2%. Entre outros aparecem como importante pela freqüência com que foram referidos, o abandono (18,9%); a violência doméstica (11,7% ); a dependência química dos pais ou responsáveis, incluindo alcoolismo (11,4%); a vivência de rua (7%); e a orfandade (5,2%).   
Quando crianças, nossa autoconfiança e nosso auto-respeito podem   ser alimentados ou destruídos pelos adultos- conforme  tenhamos sido respeitados, amados, valorizados e encorajados a confiar em nós mesmos.

(Nathaniel Branden,1999, 33 ed., p.12)